Páginas

Há que ajudar os amigos

Há que ajudar os amigos
Contacta-me!

ATENÇÃO!

Todas estas crónicas não têm como intenção denegrir a imagem de quem quer que seja ou ferir susceptibilidades. Apenas têm como objectivo brincar com algumas situações de forma sarcástica.
Qualquer reclamação que haja, dirijam-se ao Presidente da Republica!
Mostrar mensagens com a etiqueta Jogos dos Veteranos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jogos dos Veteranos. Mostrar todas as mensagens

11/03/12

Não ando na noite

Podia ter sido um grande jogador de futebol, mas a verdade é que nunca o fui porque não ando na noite.
Sim, é verdade!
Foi o facto de não andar na noite que me retirou quaisquer possibilidades de ser um Xavi Hernandez, por exemplo.
Isto porque quando a noite chega, sou "obrigado" a deixar o terreno de jogo para quem sabe movimentar-se na escuridão. 
Ontem, no jogo frente à Sanjoanense, o "raio" da noite não me deixou brilhar mais uma vez.
Mal o sol se pôs e o jogo chegou ao intervalo, o mister, no balneário, disse que ia haver uma alteração na equipa. 
Quem ia sair? Eu, pois claro...
Lá tive mais uma vez que deixar o talento de lado, num jogo que até me estava a sentir bem fisicamente.
Ah, se não fosse a noite...
Até onde teria chegado?
É melhor nem pensar nisso...


07/03/12

Entrando nos Eixos

Com o intuito da equipa de veteranos do C.F.Serzedo entrar nos eixos, após dois empates consecutivos, fomos no passado sábado jogar ao terreno do Eixense em jogo a contar para o reforço da amizade entre atletas veteranos de futebol. Para quem não sabe, a equipa que defrontamos localiza-se no Eixo, em Aveiro.
Se já na noite anterior os benfiquistas tinham levado um belo banho no Estádio da Luz (derrota 3-2 frente ao GRANDE F.C.PORTO), coube a nós, serzedenses, levar também um banho, não de futebol, mas de chuva persistente antes, durante e após o jogo contra o Eixense. 
Assim, quando lá chegamos reparamos imediatamente que o terreno de jogo poderia servir para muita coisa, menos para jogar futebol. Isto devido à constante chuva que caía e tornava o relvado natural num lamaçal. 
Se alguém tinha "olhinhos" nos pés, naquele terreno de jogo ficava logo ao mesmo nível que eu: míope.
O jogo foi, de certo modo, equilibrado e terminou empatado 3-3.
O resultado foi o que menos importou, pois o objectivo era confraternizar e conhecer novos colegas no futebol.
De qualquer forma, que aspectos mais importantes foram retirados do jogo de futebol?:
  • Para começar, pude perceber que o Cunha "Cobra Cuspideira" não andou às cuspidelas com o adversário; e que o guarda-redes do Eixense é um "gajo" porreiro, pois não saiu disparado da baliza para "deitar abaixo" o Adolfo.
  • Para além disso, confirmou-se que o Quimzé é um chato do caraças, pois não se cala nem por uns míseros minutos. Por este motivo, tentamos vende-lo ao Eixense. Contudo, essa tentativa saiu frustrada, pois eles já conheciam a "peça".
  • Por outro lado, foi notório que o Arménio sente-se como peixe na água quando joga em terrenos pantanosos; que o Manuel Amaro não marca golos nem ao Arsenal de Serzedo quanto mais ao Eixense; e que o Mendonça tornou-se titular só por causa do negócio da prostituição alimentar que se mantém de vento em popa.
  • Por fim, deixo uma palavra de apreço ao Zézé que continua a fazer passes mortíferos...para o adversário fazer golo; e deixo um incentivo a mim mesmo: comprar uns óculos graduados para jogar futebol, do género óculos à Edgar Davids. 
Como conclusão, só posso dizer que se continuarmos a jogar assim, vamos ganhar à Sanjoanense...mas só em sonhos ou na Playstation...
Campo do Eixense

22/02/12

Tão Amigos Que Eles São

Coube-me a honra (?) de fazer dupla no eixo da defesa com o Quimzé, no passado sábado, no jogo em que defrontamos o Sanfins. 
Até aqui nada de estranho, a não ser o facto do ele ter sido titular.
Mas o que pretendo salientar com esta crónica foi o que aconteceu de invulgar já na parte final do jogo, diria nos últimos 10 minutos da partida.
Já no decorrer do jogo, tinha reparado que o Quimzé, jogando a defesa central de marcação, passava a maior parte do tempo numa amena cavaqueira com o ponta-de-lança contrário.
Por esse facto, de vez em quando avisava o Quimzé para não se desconcentrar em conversas de treta e estar mais concentrado no jogo em si.
Apesar dos avisos, até achava aquilo um pouco normal e nem sequer me aborrecia a situação. Por isso, deixei a "carruagem andar".
Contudo, como já referi, na parte final do jogo fiquei completamente surpreendido com o que aconteceu.
Num dos vários pontapés de canto que tivemos a nosso favor, e já numa fase em que buscávamos desesperadamente o golo da vitória, o Quimzé demonstrou a sua insatisfação, desespero e ansiedade com o resultado que se verificava.
Logo de pronto, e ao mesmo tempo que o mister Ramos dizia ao Quimzé para ir ao pontapé de canto, o avançado do Sanfins olhou para o seu adversário de marcação e, quiçá com pena, disse o seguinte: 
"Vai lá ao pontapé de canto que eu também vou defender. Anda! Vamos os dois! 
Vocês ainda vão ganhar o jogo!"
Nem queria acreditar no que tinha acabado de ouvir. 
Por momentos, pensei que ainda iriam os dois de mão dada.
Mas, sinceramente, como fiquei tão aparvalhado com o que tinha acabado de ouvir, já nem me lembro se o Quimzé foi com ele ou não.
Uma coisa é certa: já tinha visto e ouvido muita coisa no futebol, mas como no passado sábado não.
Tão amigos que eles são...



Nota: Crónicas míopes é mesmo isto. Procurar alguma ironia e sarcasmo em pequenas situações que acontecem sem querer, obviamente, ofender quem quer que seja. Apela-se ao bom senso e sentido de humor, pois como isto são crónicas míopes, a realidade, por vezes, pode ser distorcida e transformada num único ponto de vista que pode estar certo...ou errado.   



03/02/12

Tudo Mais Cristalino

Desde que jogo nos veteranos do C.F.Serzedo, sempre que estou rodeado dos meus colegas de equipa, durante o jogo e nos treinos, vejo-os a jogar futebol de uma forma fantástica.
A verdade é que, no decorrer dos jogos e treinos, olho para o João Oliveira e vejo nele um Iniesta (Barcelona); olho para o Arménio Neves e vejo nele um Javi Garcia (Benfica); olho para o Jorge Carneiro e vejo nele um Onyewu (Sporting); olho para o Quimzé e vejo nele um Bruno Alves (Zenit); olho para o António Reis "Pedrinha" e vejo nele um André Carrillo (Sporting); olho para o João Neto e vejo nele um Axel Witsel (Benfica); olho para o Manuel Amaro "Nini" e vejo nele um Yannick Djaló (Benfica). 
E o que é incrível é que, depois de colocar os óculos, continuo a ver neles grandes jogadores de futebol. 
Até que um dia, desconfiado destas "visões", pensei o seguinte: 
- "Porra!! Há algo que não está bem. Tenho de ir ao oftalmologista." 
E assim fui...
Durante a consulta, foi-me diagnosticado o seguinte: a miopia tinha aumentado. 
Já nem com os óculos estava a ver bem e, por isso, tinha de usar novas e mais potentes lentes. Desse modo, aproveitando a situação, comprei não só lentes novas como um novo par de óculos.
Agora sim!
Tudo é mais cristalino.
Coloco os novos óculos e já somente vejo, nos meus colegas de equipa, simples e banais jogadores de futebol, simples e banais "jogadeiros" de sábado à tarde.
Agora sinto que o mundo voltou ao normal e já não vejo a realidade distorcida.


16/01/12

Coisas Estranhas

Têm acontecido coisas muito estranhas ultimamente que os meus "fracos" olhos nem querem acreditar.
Refiro-me a dois aspectos fulcrais no mundo da bola nos veteranos do C.F.Serzedo: em primeiro lugar, usei a braçadeira de capitão em dois jogos seguidos. Algo quase inédito na minha vida, não fosse a última época de juniores "estragar" tal façanha.
O outro aspecto está relacionado com o colega de equipa António Reis (conhecido também como Pedrinha). Não é que o homem marca, na semana passada, o golo da vitória e esta semana "metem-no" no banco de suplentes com direito a entrar no jogo, logo no início da 2ª parte, e saindo, ainda, no decorrer da mesma? 
Andou o homem todo contente com o grande golo que marcou que, inclusive, pagou uma rodada de cerveja a todos os elementos da SIC no Porto. Para além disso, devido ao golo que marcou, teve sonhos majestosos toda a semana, publicou uma série de afirmações no facebook e no twitter que o elevavam ao Olimpo do futebol, lado a lado com o Messi e o Ronaldo. Falou-se, inclusive, em receber o prémio do golo do ano pelas mãos do homólogo de Joseph Blatter no futebol veterano mundial. 
Vejam lá que até levou a mulher a jantar fora e pagou a despesa na totalidade. 
Tal acto de "loucura", merecia, no mínimo, a titularidade em Fiães e sair aos 88 minutos para uma salva de palmas da vasta falange de apoio do nosso clube.
É por estas e por outras que já me dirigi a uma loja especializada para comprar novo par de óculos.
Quero ver melhor para acreditar profundamente no que vejo.
Que há coisas estranhas, lá isso há... 
     

09/01/12

Afinal havia "outros"...pés.

Há uns tempos atrás, escrevi uma crónica (cujo título era "pés que vêem mal") que alertava para a perigosidade de determinados pés colocarem em causa o bom nome dos veteranos do C.F.Serzedo. 
Esta introdução vem a propósito do facto de esses mesmos pés (o pé direito para ser mais específico) terem sido os autores do golo da vitória da nossa equipa no passado sábado e que muita alegria nos deu.
Também convém referir que já me foi dito, por fonte anónima, que o dono desses "membros inferiores" havia feito, recentemente, uma alteração nas suas "patas", tendo recorrido a um cirurgião plástico, de modo a colocar silicone nos pés e, assim, evitar generalizadas falhas. 
Contudo, para que o custo dessa cirurgia não fosse muito avultado, o referido "atleta dos pés" apenas optou por operar os movimentos que os mesmos necessitam de fazer para finalizar eficazmente situações de golo. 
Desse modo, importa destacar que os pés do nosso jovem atleta ainda não dispõem de silicone para os movimentos de recepção e controle de bola nem para os movimentos que implicam efectuar cruzamentos curtos ou longos.
Sendo assim, não esperem milagres do nosso jogador, pois nem a própria ciência faz milagres. 
Vão continuar a ver a bola a passar-lhe por baixo dos pés, por cima dos mesmos e sabe Deus por onde mais...Para além disso, vão vê-lo continuar a cruzar bolas para o campo por trás de uma das balizas e a cruzar bolas para a entrada que dá acesso aos balneários.
De qualquer forma, a esperança é a última a morrer, isto se não se cansar de tantas bolas perdidas. 



26/11/11

Pés que vêem mal

Por norma, quando se fala em miopia, logo associamos a problemas de visão. Até aqui, nada de anormal se passa. É perfeitamente natural essa associação de pensamento.
O que hoje descobri, de forma surpreendente, é que a miopia pode não ser unicamente um problema visual.
Essa deficiência pode estar associada a outros membros do corpo humano, nomeadamente nos pés...
Admirados? Não se espantem com tal afirmação...
Os pés também podem ter miopia.
Estes membros inferiores aos quais me refiro não pertencem ao meu digníssimo corpo. 
Por esse motivo,  hoje esta crónica é sobre outra pessoa que não a minha.
Passo a relatar o que se passou. 
Já na parte final de mais um jogo de veteranos, os ditos pés fizeram quase tudo bem: movimentaram-se para o local correcto e a voz, que representa o corpo do atleta em questão, deu o comando certo ("passa-me a bola") para que tudo corresse na perfeição. Era apenas mais uma jogada de futebol, por sinal bem perigosa e que podia dar golo para a equipa onde jogo.  
Contudo, o que se passou a seguir é inenarrável, diria quase surreal...
Esses mesmos pés, que até então tinham feito tudo bem, lembraram-se de testar a autoconfiança do seu dono e resolveram dar um ligeiro toque na bola (que vinha perfeita para se concretizar mais um golo) e enviar o esférico para fora das quatro linhas quando a baliza parecia o deserto do Saara.
Como é possível? Interrogou-se o autor de tamanha façanha...
Não quero referir nomes para não ferir susceptibilidades, mas consta que esse atleta tem o cognome de "Pedrinha"...terá sido uma "pedra" na chuteira que impediu o pé míope de executar um golo fácil?
Lembrando aquelas situações em que os jogadores entram num campo de futebol com os pitons errados,  consta que a SAD do C.F.Serzedo já aconselhou o "Pedrinha" a trocar de pés sempre que vier jogar futebol. 
Caso não faça ou não possa fazer a troca de pés, o médico da SAD do clube de futebol aconselhou o referido atleta a evitar aparecer junto à baliza do adversário, de modo a não passar por situações constrangedoras para o próprio atleta e para a imagem do Clube de Futebol de Serzedo na categoria de veteranos. 

07/11/11

Alguém sabe onde estive no passado sábado?

É curioso, mas não consigo lembrar-me onde estive no passado sábado (5 de novembro de 2011), entre as 17h30m e as 19h30m, aproximadamente.
Sei que me foi dito, e lembro-me de ter visto numa sms do meu telemóvel, que deveria estar em São João da Madeira a defender a camisola do C.F.Serzedo, na categoria de veteranos, num jogo realizado frente à Sanjoanense.
Contudo, não me lembro de lá ter estado.
Alguém sabe dizer o que eu andava a fazer nessa altura? Alguém me viu?
Só me lembro de sair de casa a meio da tarde e depois recordo-me de estar em casa a ver o F.C.Porto em Olhão (neste caso, também não me fazia mal algum ter-me esquecido de ver a miserável exibição que a equipa portista realizou).
Para além da dificuldade em ver, também começo a sofrer de alguma forma de amnésia...
É muito complicado quando começamos a avançar rapidamente no processo de entropia física (e futebolística?).
Seria mais fácil ser como o Benjamin Button que passa de velho a novo num processo inverso ao que é tradicionalmente conhecido.
Talvez, dessa forma, a minha miopia (e memória) também se desenvolvessem num processo inversamente ao conhecido e quando começasse a jogar futebol estivesse na minha plena faculdade a nível visual e de memória.
Seria agora um jogador extraordinário e com uma visão de jogo fantástica.
Estaria no auge da minha carreira...
A vida seria tão maravilhosa se eu fosse como o Benjamin Button...
A semelhança com este personagem é que eu também sou um estranho caso...      

02/11/11

Pé Herói

E finalmente aconteceu...
Embora não sendo usual, marquei um golo no passado sábado em jogo de veteranos frente ao Valecambrense. 
E meus amigos, que grande golo!! Foi do "meio da rua"! Ainda por cima, foi o golo da vitória (1-0).
Só por isso, é merecido eu festejar duas vezes...
O curioso é que vi o golo, vi a bola a entrar e a abanar as redes contrárias, vi o guarda-redes a esforçar-se por defender o remate (indefensável). É verdade! Eu vi! Ainda era de dia...
Mas, contrariamente ao que era expectável acontecer após um golo fabuloso, os meus colegas de equipa, em vez de me dizerem imediatamente "que grande golo!" ou "parabéns", a primeira coisa que me disseram (perguntaram) foi: "Tu viste a bola entrar??" 
É claro que vi pá!! Como não podia ver um golo daqueles que só acontece aos predestinados? :-)
Este pé direito é fantástico! Por causa disso e dessa raridade, ainda nem sequer dei banho a este PÉ HERÓI... :-)

18/10/11

Vi Estrelas, mas fui ao Pódio

Como acontece em praticamente todos os sábados, no dia 15 de Outubro de 2011, estive presente em mais um jogo de veteranos, desta vez frente ao Canelas. De referir que o jogo terminou empatado a zero golos.
Mas, o que pretendo com esta crónica não é falar sobre o resultado (justo ou não), mas sim falar sobre o que vi (ou o que pude ver).
Desta vez, não vou  escrever a reclamar do facto de ser noite, nem do pó, nem da qualidade de alguns executantes...
O que vi, desta vez, foram estrelas. Muitas mesmo!!
O curioso é que o jogo realizou-se de dia, embora já ao final do mesmo, o que, por si só, não explica o facto de ter visto muitas estrelas. 
O verdadeiro problema é que estas estrelas são apenas em sentido figurado, pois resultaram da pancada que levei no pé direito, fruto de uma disputa de bola mais acesa, e que me pôs a pensar na vida...
Nem sabia onde me agarrar quando fiquei deitado no relvado já que as dores eram imensas. Naquele momento, vi estrelas e posso dizer que eram bem nítidas. Aliás, julgo que, inclusive, consegui ver não só um "monte" de estrelas como também galáxias inteiras.
E o pior disto tudo, sabem o que foi?
É que, naquele momento, como estava a fazer uma grande exibição, pensei que, ao sair mais cedo do terreno de jogo, já não iria aparecer no pódio semanal para os melhores jogadores da partida.
Mas, justiça seja feita, lá apareci novamente no pódio. Julgo que deve ser recorde absoluto lá no clube (3 nomeações consecutivas). Confesso que não sou eu que faço as ditas nomeações.
Obviamente que as invejas surgem e alguns elementos do plantel tentam encontrar explicações paranormais para o facto de eu ser o líder da tabela do pódio. Mas isso são outras contas... 
Só digo uma coisa: pódio = trabalho honesto + concentração máxima + qualidade.
Querem ser os melhores? 
Trabalhem em vez de reclamar!! :-) 

14/10/11

Metido no Pó?

Bem, para já, esta crónica não é nada do que estão a pensar. 
Ainda não cheguei (nem quero chegar) à fase de snifar pó ou farinha...
A verdade é que, depois de um jogo realizado à noite, no passado sábado, foi a vez de jogar no pó...digo isto de forma literal...não era de terra batida o terreno de jogo, mas sim verdadeiro pó!
Mas onde quero chegar com esta crónica?
Calma, eu digo-vos...
Se no jogo realizado à noite, fui considerado como um dos 3 melhores em campo por parte da nossa equipa (foi um autêntico milagre?), no jogo realizado no pó, também fui, novamente, distinguido como um dos 3 melhores em campo. 
Ou seja, sou um atleta TT (Todo-Terreno) e esta capacidade de jogar em qualquer terreno (não só na capacidade de jogar em várias posições no campo) permite destacar-me como um dos melhores no plantel. 
Agora imaginem se eu fosse um indivíduo que visse bem...estaria, certamente, neste momento, a jogar pela selecção nacional (Paulo Bento, tens de ver-me jogar nos veteranos do C.F.Serzedo). 
Entendo que as nomeações para o podium foram bem justas, pois já merecia tamanha distinção! 
Finalmente, com óculos ou sem óculos, estas duas últimas semanas foram bem maravilhosas para mim...
Portanto, meus amigos, o título desta crónica justifica-se não por estar metido no "pó", mas sim por estar metido no "po(dium)"...          

06/10/11

À noitinha está-se bem é na caminha...

Até agora, nas minhas crónicas, tenho falado de situações comprometedoras para a minha visão, mas que têm ocorrido apenas com a luz do dia.
Mas o que dizer de um indivíduo míope e sem óculos a praticar desporto à noite ao ar livre?
Dá para assustar qualquer pessoa, não dá?
Pois bem, isso passou-se ontem à noite comigo.
Jogo de estreia no campeonato de veteranos frente ao Canedo e logo com jogo realizado à noite.  
Não poderia desejar melhor estreia...
Mal o pessoal começou a vislumbrar o início do jogo, eu já nem a bola via...
Foram cerca de 65 minutos a concentrar-me mais no local por onde a bola passava do que na marcação ao adversário. 
Para não baixar ainda mais a minha auto-estima, eu nem sequer vou falar com pormenor de cada situação do jogo em que não via a "ponta dum corno". Apenas vou relatar um acontecimento ligeiramente diferente do normal que tem acontecido nos outros jogos. Essa situação diz respeito à minha relação com os adeptos que viam o jogo. 
Em dados momentos, em que fazia alguns cortes imperiais e anulava a acção ofensiva do adversário ou quando executava passes magistrais para espaços no campo onde não havia "alma viva", ouvia vozes vindas da bancada dizerem: "boa Carlitos"; "anda Carlitos"...
Pensei: "Está ali alguém que me conhece e vibra com as minhas jogadas! Fantástico!"
Eu, sinceramente, até sabia de quem eram essas vozes e queria muito agradecer todo o apoio prestado. O problema estava no facto de eu ter receio de olhar na direcção errada da bancada e agradecer às pessoas erradas. É que ouvir não é problema. Agora ver...Tenho a visão dessincronizada em relação ao som.
Sendo assim, limitei-me a sorrir (para mim mesmo) e a pensar como eram reconfortantes aquelas palavras. 
Agora agradecer para bancada, levantando um braço, é que não, porque corria o risco de me enganar na(s) pessoa(s) ou, pior ainda, agradecer para um local da bancada onde nem um indivíduo lá estivesse. 
Seria o cúmulo...
Desta vez, a minha vida não é (foi) tão maravilhosa sem os meus óculos...
Foi a excepção à regra.


26/09/11

(Não) Ver em São João de Ver

Mais um jogo-treino realizado, desta vez em São João de Ver (Santa Maria da Feira), e frente a uma das melhores equipas que alguma vez defrontei. De facto, esta equipa de veteranos tem muita qualidade e acredito que jogue de igual para igual com qualquer equipa de veteranos a nível nacional.
Mas, não foi para falar do referido conjunto futebolístico que vim cá escrever mais uma crónica. 
Vim, antes, para falar da paradoxal ideia de um míope (moderado) defrontar um clube que se designa de São João de Ver. 
O nosso responsável pela marcação do jogo só pode andar a querer "brincar" comigo...
Mas afinal, o que esperariam de mim e da minha capacidade futebolística quando defrontasse este S.J. de VER??
Já não basta os jogadores dessa equipa verem melhor do que eu como, para além disso, até os pés deles têm olhinhos (e não devem ser míopes)...
A única alternativa que me restava seria rezar ao santo deles (S.João) a pedir que não fosse (nem fossemos) massacrados pela veia poética (futebolística) dos seus jogadores...
Em abono da verdade, até nos fomos portando bem (à excepção dos últimos 15-20 minutos).
Que dizer da minha fulgurante exibição, nomeadamente na 2ª parte, quando me juntei ao Tino no eixo da nossa defesa?
Para quem não viu, posso dizer que estava num plano bastante aceitável, até ao momento em que fiz uma grande assistência para o avançado deles finalizar muito bem. A nossa sorte é que o "liner" marcou fora-de-jogo ao avançado. Naquele momento, senti-me como aquele indivíduo que tem dois pés esquerdos (por acaso, até foi com o pé esquerdo que executei a tal assistência).
Mas, para que não saísse do campo sem executar a minha obra-prima, tentei fazer uma tabela com o Arménio e acabei por fazer uma tabela com um "gajo" que não conheço de lado algum...
Consequências? Como ele também não me conhecia de mais nenhum lado, não me devolveu a bola e, ainda por cima, teve a distinta "lata" de entregar a bola a outro que finalizou para golo (3-1).
Senti-me traído...fiquei cego...
Nesse momento, pensei: onde pus os meus óculos? Qual é o número do "gajo" que me traiu?     
Realmente, VER não é para mim e, como não me considero um indivíduo religioso, nem o São João posso ver, não obstante ter rezado a ele...Foi uma atitude de desespero...
O que tem de positivo no meio disto tudo, é que já não vou ver mais o São João de Ver esta época, pois eles não vão participar no campeonato...
E assim, lá fui eu para casa um pouco mais contente, mas a pensar como seria tão maravilhosa a minha vida sem os meus óculos, se não jogasse frente a este género de equipas fortíssimas.      

22/09/11

O homem que tinha (ou tem) dois pés esquerdos

Ainda sobre o jogo realizado no passado Sábado e em que eu apenas participei em cerca de 25 minutos, ocorreu uma situação no próprio jogo que acontece em muitas outras partidas de futebol. A diferença está que, nesse dia, essa situação teve consequências negativas para a nossa equipa...
Refiro-me, concretamente, ao momento em que sofremos o 2º golo. 
Nessa altura, já eu estava de fora (no banco de suplentes), por causa de uma lesão, a assistir ao resto do desafio, embora de forma deficitária, pois não tinha os meus óculos colocados.
O que aconteceu, de forma muito objectiva, foi que um colega de equipa ao tentar driblar um adversário (quem te manda fazer coisas que não sabes??), perdeu a posse de bola para o mesmo e, numa transição ofensiva da equipa adversária, marcaram golo (0-2). 
Mais tarde, durante o intervalo do jogo, no balneário, esse nosso colega de equipa, mago da bola, pediu-nos desculpa pelo sucedido...
Obviamente, que por nós foi perdoado...
Contudo, houve quem fizesse uma apreciação a esse lance "fatídico" e dissesse que o homem nunca deveria ter tentado executar aquele drible porque tem dois pés esquerdos...   
Evidentemente, que tudo isto foi o que me contaram, pois não tive a percepção exacta do que aconteceu. 
Sei que vi um indivíduo com camisola às riscas horizontais azuis e brancas a tentar fazer magia com a bola, algo que nem o Houdini ousaria fazer... 
O que é certo é que a vida é tão maravilhosa sem os meus óculos, pois não fiz qualquer crítica ao meu colega de equipa (porque não vi bem o lance) e ele, certamente, gostaria que, naquele momento, fossemos todos míopes também...
Assim, já ninguém dizia que ele tinha dois pés esquerdos... 

18/09/11

E o "olho" ali tão perto...

Sempre que vou jogar futebol, uma das grandes preocupações que tenho, prende-se com a minha visão (ou falta dela). É certo e sabido que este handicap visual provoca, em mim, uma sensação de desconforto e frustração.
Porém, no jogo-treino de ontem frente ao Pedroso, fiquei extremamente aborrecido por apenas ter jogado uns míseros 25 minutos (aproximadamente), por via de uma lesão num sítio que fica perto do "olho" que todos têm e, regra geral, é cego.
Ou seja, mais uma vez o "olho" lixou-me a vida...
E logo num jogo em que estava a jogar bem e a executar passes fantásticos (ou fantasmagóricos), nomeadamente um que fiz para o Manuel Amaro (Nini). Neste aspecto, assumi literalmente a ideia do passe no espaço vazio. Ninguém percebeu aquele passe, mas também não é para qualquer um conseguir perceber esta visão de jogo...é só para quem está num patamar de inteligência elevado...
Evidentemente, que esta minha lesão numa zona dada à construção de piadas, teria de ser logo aproveitada para alguns elementos fazerem, exactamente, piadas sobre esse local.
Era vê-los, na 3ª parte do jogo, a "cuspirem" piadas do género:
"Ah, tens que "pinar" menos de pé"; ou então, a perguntarem-me com quem tinha dormido na noite anterior; ou ainda, a relacionarem esta lesão com a nossa estadia em Espanha (no hotel) e respectiva confusão que por lá se passou durante a noite.
É o costume...
Alguns "amigos" gostam de potenciar o seu sentido de humor, aproveitando-se da fraqueza dos outros.
Eu jamais faria uma coisa dessas...
O que vale é que quando eles dizem essas piadas foleiras, eu retiro os óculos e, desse modo, já não ouço mais nada...
E assim, a vida torna-se tão maravilhosa sem os meus óculos...

15/09/11

Cenas Reais e Irreais de uma Visita a Negreira

Num fim de semana diferente do habitual, lá fui eu com os veteranos do C.F.Serzedo a Espanha para aquilo que se esperava que fosse um torneio de futebol e uma jornada de convívio entre todos os atletas presentes e as garrafas de vinho e cerveja à nossa disposição.
Evidentemente, que alguns indivíduos levaram mais a sério esse convívio entre homens e álcool, embora eu nem numa pinga de bebida alcoólica tenha tocado. Não é de admirar, por isso, que após o excesso de bebida se tenham visto cenas daquelas com bolinha vermelha no canto direito do ecrã, pois até beijos na boca entre homens houve. Neste aspecto, há um indivíduo entre nós que é pródigo nestas acções de voluntariado...Eh Eh Eh... E mais não digo, pois muito mais haveria para contar sobre o que se passou durante a noite no Hotel Tamara. Eh Eh Eh...
Convém referir que assisti a tudo isto com os óculos colocados e, portanto, esta parte da crónica é absolutamente verosímil.
No que concerne à minha visão "natural", ela foi colocada à prova durante a realização do torneio de futebol.
Então, nesse sentido, é pertinente colocar a seguinte questão: O que vi afinal?
Acima de tudo, no jogo inicial frente aos espanhóis do Negreira, senti mais do que vi.
Passo a explicar: ver mal sem óculos é coisa normal. Já anormal, foi sentir um espanhol cair-me em cima do tornozelo, provocar uma entorse e, por sorte, não me partir o pé.
Outra normalidade foi ganharmos 1-0 aos espanhóis.
Já perder um jogo por 3-2, depois de estarmos a ganhar por 2-0, não pode ser considerado normal.
Nesse sentido, toda a equipa é culpada pela reviravolta no marcador e respectiva derrota, à excepção do nosso defesa direito (Eugénio "porqueiro") que esteve num nível de qualidade altíssimo, já que não deu quaisquer hipóteses de brilhar ao seu adversário de marcação. Aliás, o Eugénio teria lugar em qualquer equipa do mundo, pois é perfeitamente visível a sua capacidade técnica e rapidez de movimentos (com os olhos)...
O grande problema desta apreciação ao Eugénio está no facto de eu o ter admirado sem óculos, pois se os tivesse colocados a história seria outra...

Ai que a vida é tão maravilhosa sem os meus óculos...
    

06/09/11

Pó das Estrelas

Pois é! Lá passei eu mais um sábado à tarde sem óculos...
Mas nada que me impedisse de apresentar um fulgor daqueles de fazer inveja a um rapazola de 20 anos. 
Estou a falar, evidentemente, do jogo dos veteranos do C.F.Serzedo realizado frente ao União de Lamas e em que fui um dos intervenientes.
A posição de médio centro já não me é estranha. Contudo, nessa tarde, joguei mais adiantado do que o habitual, a fazer a ligação do meio campo com o ataque.
Que grande jogo fiz!!
Ninguém me disse, mas apercebi-me do ar estupefacto dos imensos adeptos e dos meus colegas de equipa, com a minha exibição fantástica, que me viram a jogar com uma dinâmica semelhante ao Michael Thomas (o "Big Balls"), jogador de grande qualidade técnica e velocidade estonteante.
Aquele terreno de jogo foi todo meu! Fui um puro box-to-box...
Lembro-me de ver os avançados da minha equipa a levantarem os braços e a pedirem-me ajuda. E lá estava eu, prontamente, a auxilia-los.
Também os defesas da minha equipa "berravam" por ajuda e ouvia, incessantemente, o meu nome a ser chamado ao sabor da leve brisa... 
Os meus colegas do meio campo faziam-me uma vénia a agradecer toda a minha disposição para os ajudar...
Mas que tarde gloriosa!!

A vida é tão maravilhosa sem os meus óculos...
  
Nota: A vida é assim tão fantástica ou sou eu que vejo mal a realidade?