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Todas estas crónicas não têm como intenção denegrir a imagem de quem quer que seja ou ferir susceptibilidades. Apenas têm como objectivo brincar com algumas situações de forma sarcástica.
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16/01/12

Coisas Estranhas

Têm acontecido coisas muito estranhas ultimamente que os meus "fracos" olhos nem querem acreditar.
Refiro-me a dois aspectos fulcrais no mundo da bola nos veteranos do C.F.Serzedo: em primeiro lugar, usei a braçadeira de capitão em dois jogos seguidos. Algo quase inédito na minha vida, não fosse a última época de juniores "estragar" tal façanha.
O outro aspecto está relacionado com o colega de equipa António Reis (conhecido também como Pedrinha). Não é que o homem marca, na semana passada, o golo da vitória e esta semana "metem-no" no banco de suplentes com direito a entrar no jogo, logo no início da 2ª parte, e saindo, ainda, no decorrer da mesma? 
Andou o homem todo contente com o grande golo que marcou que, inclusive, pagou uma rodada de cerveja a todos os elementos da SIC no Porto. Para além disso, devido ao golo que marcou, teve sonhos majestosos toda a semana, publicou uma série de afirmações no facebook e no twitter que o elevavam ao Olimpo do futebol, lado a lado com o Messi e o Ronaldo. Falou-se, inclusive, em receber o prémio do golo do ano pelas mãos do homólogo de Joseph Blatter no futebol veterano mundial. 
Vejam lá que até levou a mulher a jantar fora e pagou a despesa na totalidade. 
Tal acto de "loucura", merecia, no mínimo, a titularidade em Fiães e sair aos 88 minutos para uma salva de palmas da vasta falange de apoio do nosso clube.
É por estas e por outras que já me dirigi a uma loja especializada para comprar novo par de óculos.
Quero ver melhor para acreditar profundamente no que vejo.
Que há coisas estranhas, lá isso há... 
     

26/11/11

Pés que vêem mal

Por norma, quando se fala em miopia, logo associamos a problemas de visão. Até aqui, nada de anormal se passa. É perfeitamente natural essa associação de pensamento.
O que hoje descobri, de forma surpreendente, é que a miopia pode não ser unicamente um problema visual.
Essa deficiência pode estar associada a outros membros do corpo humano, nomeadamente nos pés...
Admirados? Não se espantem com tal afirmação...
Os pés também podem ter miopia.
Estes membros inferiores aos quais me refiro não pertencem ao meu digníssimo corpo. 
Por esse motivo,  hoje esta crónica é sobre outra pessoa que não a minha.
Passo a relatar o que se passou. 
Já na parte final de mais um jogo de veteranos, os ditos pés fizeram quase tudo bem: movimentaram-se para o local correcto e a voz, que representa o corpo do atleta em questão, deu o comando certo ("passa-me a bola") para que tudo corresse na perfeição. Era apenas mais uma jogada de futebol, por sinal bem perigosa e que podia dar golo para a equipa onde jogo.  
Contudo, o que se passou a seguir é inenarrável, diria quase surreal...
Esses mesmos pés, que até então tinham feito tudo bem, lembraram-se de testar a autoconfiança do seu dono e resolveram dar um ligeiro toque na bola (que vinha perfeita para se concretizar mais um golo) e enviar o esférico para fora das quatro linhas quando a baliza parecia o deserto do Saara.
Como é possível? Interrogou-se o autor de tamanha façanha...
Não quero referir nomes para não ferir susceptibilidades, mas consta que esse atleta tem o cognome de "Pedrinha"...terá sido uma "pedra" na chuteira que impediu o pé míope de executar um golo fácil?
Lembrando aquelas situações em que os jogadores entram num campo de futebol com os pitons errados,  consta que a SAD do C.F.Serzedo já aconselhou o "Pedrinha" a trocar de pés sempre que vier jogar futebol. 
Caso não faça ou não possa fazer a troca de pés, o médico da SAD do clube de futebol aconselhou o referido atleta a evitar aparecer junto à baliza do adversário, de modo a não passar por situações constrangedoras para o próprio atleta e para a imagem do Clube de Futebol de Serzedo na categoria de veteranos. 

17/10/11

De Óculos de Sol no Cinema

Podem já começar a rir...aliás, o título até é bem apelativo ao riso.
Mas é verdade que já me aconteceu! E aconteceu como?
Convém referir que, quando somos novos e ainda estamos a formar a nossa personalidade e a procurar a integração num determinado grupo social, fazemos coisas que nem ao diabo lembra... 
Ou seja, foi-me diagnosticada a miopia aos 15 anos de idade, mas, como qualquer jovem, quis negar a existência dos óculos no meu rosto, pois sabia (pensava eu na altura) que as raparigas não queriam um rapaz "caixa d'óculos". 
Então, "armado" em esperto, lá andava eu sem óculos e feliz da vida, mas também não enxergava qual o melhor material para ser observado...corria, inclusive, o risco de ficar num bar ou discoteca a "apreciar" algum "gajo"...bem, também estou a exagerar, pois não via assim tão mal.
Indo ao encontro do cerne desta crónica, e no seguimento desta "insanidade mental" de não querer usar óculos, já com cerca de 20 anos, fui um dia ao cinema no GaiaShopping, com alguns dos meus amigos, e não levei óculos. Conduzi sem estes (vejam só a loucura daqueles tempos) até ao Centro Comercial e, quando lá cheguei, percebi que não os tinha levado, sendo que eles eram essenciais para ver o filme com a qualidade necessária.
Solução?
Como tinha uns óculos de sol graduados no carro, decidi leva-los para ver o filme. 
Estão a imaginar um "moço" jovem de óculos de sol na escura sala de cinema? 
Agora até é banal ver gente de óculos de sol à noite, mas naquele tempo (1ª metade da década de 90 do Século XX) era algo bizarro...
Que pensamentos terão percorrido as mentes de todos aqueles que, estando na sala de cinema, se aperceberam dessa situação nada usual?
Não sei e também já não quero saber. Só sei que vi o filme e a solução que encontrei acabou por ser eficaz.
Ai que a vida era tão maravilhosa sem os meus óculos...
Eram vidas inocentes! 

I Still Haven't Found What I'm Looking For...

Para quem isto já aconteceu, entende perfeitamente a minha angústia. 
Refiro-me concretamente àqueles momentos em que precisamos de tirar os óculos da nossa frente, os pousamos num determinado sítio e, depois, andamos atarantados à procura dos mesmos.
Por exemplo, como já podem ter reparado, sou um homem de cabeleira farta e tenho por hábito cortar o cabelo (a pente zero) cá em casa com uma daquelas máquinas de barbeiro.
Acontece que, para executar a dita cuja actividade, sou obrigado as retirar os óculos, não vá passar-lhe a máquina em cima.
Acontece também que há momentos em que estamos tão compenetrados nos nossos pensamentos (quando retiramos os óculos) que, após o corte capilar, vamos novamente coloca-los no rosto e não nos lembramos onde os pousamos. Para isso, vasculhamos a casa duma ponta à outra em busca do maldito suporte visual.
É evidente que essa dificuldade de encontrar os óculos varia de pessoa para pessoa, dependendo do seu grau de dificuldade.
Pessoalmente, já me aconteceu andar como um louco à procura dos óculos, pois, para além de eu ver mal, o "raio" dos óculos têm umas hastes fininhas e quase incolores. Desse modo, primeiro que os encontrasse...é caso para dizer que me saía mais depressa o euromilhões. 
E logo por azar, estas situações acontecem quando estamos mais carentes deles, seja porque precisamos dos óculos para sair ou para fazer outra coisa qualquer...
Nesses momentos, sinto-me uma autêntica toupeira (sem querer faltar ao respeito a esses animais)...
Para completar a "beleza" dessa situação, só faltava o vizinho estar a ouvir a lindíssima música dos U2, "I Still Haven't Found What I'm Looking For". 
Seria o clímax da história verdadeiramente assustadora...