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Há que ajudar os amigos

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ATENÇÃO!

Todas estas crónicas não têm como intenção denegrir a imagem de quem quer que seja ou ferir susceptibilidades. Apenas têm como objectivo brincar com algumas situações de forma sarcástica.
Qualquer reclamação que haja, dirijam-se ao Presidente da Republica!

22/02/12

Tão Amigos Que Eles São

Coube-me a honra (?) de fazer dupla no eixo da defesa com o Quimzé, no passado sábado, no jogo em que defrontamos o Sanfins. 
Até aqui nada de estranho, a não ser o facto do ele ter sido titular.
Mas o que pretendo salientar com esta crónica foi o que aconteceu de invulgar já na parte final do jogo, diria nos últimos 10 minutos da partida.
Já no decorrer do jogo, tinha reparado que o Quimzé, jogando a defesa central de marcação, passava a maior parte do tempo numa amena cavaqueira com o ponta-de-lança contrário.
Por esse facto, de vez em quando avisava o Quimzé para não se desconcentrar em conversas de treta e estar mais concentrado no jogo em si.
Apesar dos avisos, até achava aquilo um pouco normal e nem sequer me aborrecia a situação. Por isso, deixei a "carruagem andar".
Contudo, como já referi, na parte final do jogo fiquei completamente surpreendido com o que aconteceu.
Num dos vários pontapés de canto que tivemos a nosso favor, e já numa fase em que buscávamos desesperadamente o golo da vitória, o Quimzé demonstrou a sua insatisfação, desespero e ansiedade com o resultado que se verificava.
Logo de pronto, e ao mesmo tempo que o mister Ramos dizia ao Quimzé para ir ao pontapé de canto, o avançado do Sanfins olhou para o seu adversário de marcação e, quiçá com pena, disse o seguinte: 
"Vai lá ao pontapé de canto que eu também vou defender. Anda! Vamos os dois! 
Vocês ainda vão ganhar o jogo!"
Nem queria acreditar no que tinha acabado de ouvir. 
Por momentos, pensei que ainda iriam os dois de mão dada.
Mas, sinceramente, como fiquei tão aparvalhado com o que tinha acabado de ouvir, já nem me lembro se o Quimzé foi com ele ou não.
Uma coisa é certa: já tinha visto e ouvido muita coisa no futebol, mas como no passado sábado não.
Tão amigos que eles são...



Nota: Crónicas míopes é mesmo isto. Procurar alguma ironia e sarcasmo em pequenas situações que acontecem sem querer, obviamente, ofender quem quer que seja. Apela-se ao bom senso e sentido de humor, pois como isto são crónicas míopes, a realidade, por vezes, pode ser distorcida e transformada num único ponto de vista que pode estar certo...ou errado.   



21/02/12

Eles e os Almoços com o Padrinho

Já tinha acontecido a nível individual uma ou outra vez.
Sei que já ocorreu também em grupo. 
E, pelo que ouvi falar, vai voltar a acontecer novamente em grupo.
Desta vez, até acredito que os envolvidos sejam em maior número.
Estou a falar concretamente dos almoços (encomendados) em Aveiro entre atletas dos veteranos do C.F.Serzedo com o padrinho Arménio Neves. 
A tentativa de serem titulares a título vitalício propicia estas situações.
O início das negociações
Este já tem a titularidade garantida! Que vergonha!
Cabe a mim, enquanto observador exímio de comportamentos "anormais", denunciar estas ocorrências. 
Para quem não está a par disto, vocês deviam vê-los a ir de comboio todos felizes em direcção a Aveiro em busca da titularidade, tal e qual como os emigrantes que viajam para outros países em busca de uma vida melhor.
Com a ansiedade que chegue o dia D, eles nem devem dormir de noite.
Depois de garantirem a sua inclusão no onze inicial, vão passear de barco para a Ria de Aveiro.
Olhem para isto! Ainda gozam com um gajo pá!
Isto até é gozar com os outros "desgraçados" que têm de provar em campo que merecem ser titulares.
Enfim...
Estamos em Portugal.


03/02/12

Tudo Mais Cristalino

Desde que jogo nos veteranos do C.F.Serzedo, sempre que estou rodeado dos meus colegas de equipa, durante o jogo e nos treinos, vejo-os a jogar futebol de uma forma fantástica.
A verdade é que, no decorrer dos jogos e treinos, olho para o João Oliveira e vejo nele um Iniesta (Barcelona); olho para o Arménio Neves e vejo nele um Javi Garcia (Benfica); olho para o Jorge Carneiro e vejo nele um Onyewu (Sporting); olho para o Quimzé e vejo nele um Bruno Alves (Zenit); olho para o António Reis "Pedrinha" e vejo nele um André Carrillo (Sporting); olho para o João Neto e vejo nele um Axel Witsel (Benfica); olho para o Manuel Amaro "Nini" e vejo nele um Yannick Djaló (Benfica). 
E o que é incrível é que, depois de colocar os óculos, continuo a ver neles grandes jogadores de futebol. 
Até que um dia, desconfiado destas "visões", pensei o seguinte: 
- "Porra!! Há algo que não está bem. Tenho de ir ao oftalmologista." 
E assim fui...
Durante a consulta, foi-me diagnosticado o seguinte: a miopia tinha aumentado. 
Já nem com os óculos estava a ver bem e, por isso, tinha de usar novas e mais potentes lentes. Desse modo, aproveitando a situação, comprei não só lentes novas como um novo par de óculos.
Agora sim!
Tudo é mais cristalino.
Coloco os novos óculos e já somente vejo, nos meus colegas de equipa, simples e banais jogadores de futebol, simples e banais "jogadeiros" de sábado à tarde.
Agora sinto que o mundo voltou ao normal e já não vejo a realidade distorcida.


"Couto Braveheart" Luta Pelo Pódio Dourado

No final do treino da passada quarta-feira, o meu amigo e colega de equipa Hélder confidenciou-me que eu estava sempre um passo à frente no que à tabela do pódio diz respeito. Era difícil destronar-me.
Pois bem...O que tenho para dizer é que esta aventura teve início no fim do verão de 2011.
Com coração de guerreiro (braveheart), fui para uma luta incessante pelo El Dorado do pódio.
Mas querem saber qual o verdadeiro segredo para alcançar este troféu?
» Julgam que são os 700 euros entregues em mão ao treinador? Não...
» Pensam que o segredo reside em ir almoçar com o Arménio? Não...
» Acham que é por jogar bom futebol? Claro que não...
O segredo do pódio dourado está em "dar nas vistas" em pequenos pormenores como...rapar o cabelo.
Pois é...
Querem liderar o pódio? 
Rapem o cabelo. A cabeça brilha mais e potencia a memória fotográfica do Arménio quando ele está a elaborar as nomeações para o pódio.
Se não quiserem rapar o cabelo, podem sempre tentar outras soluções vistosas: jogar com uma camisola de gola alta por baixo do equipamento quando não está frio; jogar com as chuteiras trocadas (chuteira do pé direito no pé esquerdo, por exemplo. Foi assim que o João Oliveira chegou ao pódio); fazer entradas a pés juntos sem haver necessidade para tal acção; falhar golos de baliza aberta; passar a bola ao Luís Filipe; passar a bola ao treinador e treinador-adjunto, durante um treino, quando estes se encontrem no meio do terreno de jogo, sem que façam parte da peladinha; entre outros pormenores que também despertem a atenção.
São estas pequenas ocorrências que activam a memória a curto prazo do Arménio e que fazem com que ele se lembre de nós nesse momento crucial. Depois, quase inconscientemente, ele coloca o nosso nome nos nomeados para o pódio semanal. 
Não tem nada que saber. 
Caso não façam o que vos disse, o Arménio nem se vai lembrar que vocês jogaram.
Só assim se consegue alcançar o pódio.  

26/01/12

O Treino Invisível

O que se pode entender por treino invisível?
Quando se fala na ideia de "treino invisível" no futebol, todo e qualquer atleta que pratique esta modalidade desportiva sabe que aquele conceito se refere ao comportamento individual que se pratica fora das instalações da colectividade desportiva. Esse comportamento deve ir ao encontro do cuidado positivo que se tem com a saúde física e mental. 
No meu caso, o tal treino invisível transcende em larga escala toda esta ideia anteriormente destacada. É muito mais que o treino realizado fora das instalações do clube. Aliás, o meu treino invisível começa mesmo nas próprias sessões de treino, a partir da altura em que retiro os óculos. 
Nesse preciso momento, perco o contacto com a realidade e entro no mundo do paranormal.
Isto vem a propósito do que aconteceu ontem na parte inicial do treino e que passarei a explicar.
O exercício englobava uma só bola e todos os atletas em movimento numa das metades do terreno de jogo. O atleta que conduzia a bola teria de a passar a outro, mediante as indicações do treinador-adjunto que vociferava um nome dos atletas presentes e aquele executava rapidamente o passe para a pessoa mencionada.
Está bom de ver que, no momento em que detinha a bola, ao ouvir o nome de um colega, era obrigado a parar e tentar descortinar onde andava o "gajo" para lhe poder passar a bola. Por esse motivo, a execução do passe era feita a velocidade reduzida porque tinha não de olhar no rosto, mas sim no movimento corporal do atleta em questão e nas cores do equipamento que trazia consigo. Só assim, me era possível realizar o exercício com alguma eficácia. 
Como agravante, o mister das arábias (Arménio Neves) estava muito exigente e pedia passes tensos, mas tensão só se via no rosto do pessoal que tentava executar com perfeição o que era exigido. 
Felizmente, no meio da desgraça, ainda me fui (e vou) safando com um álibi perfeito para as minhas falhas: a miopia, a minha grande amiga nos momentos difíceis.